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Os bancos contam histórias
Numa tarde ensolarada de domingo, as folhas das árvores dançavam suavemente com a brisa no parque da cidade. Entre os caminhos ladeados por grama verde, havia bancos de madeira e ferro fundido, testemunhas silenciosas das histórias diárias de transeuntes.
João, um homem dos seus quarenta, com um semblante pensativo, caminhou até um desses bancos e fez uma observação audível para si mesmo: "Dá pra sentar, mas deitar, não!” Era um comentário sobre a estrutura do banco, com barras de metal dispostas de tal forma que impedia uma pessoa de se esticar completamente.
A seu lado, Lucas, seu filho curioso de dez anos, que tinha se acomodado no banco, olhou para o design com uma sobrancelha arqueada e falou com a inocência de uma criança: “Eles não pensaram nisso?”.
João, acariciando a cabeça do menino, respondeu com uma mistura de humor e melancolia: “Pensaram, filho”. Sua voz trazia um peso, uma crítica velada aos criadores daquele espaço público.
Lucas, com os olhos arregalados, esperava mais uma de suas explicações fascinantes. João, inspirando profundamente o ar fresco do parque, continuou: “É uma arquitetura hostil, meu querido. É para sentar, mas não para relaxar plenamente, não para se entregar ao repouso.
Diógenes Majela.In Histórias modernas.
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O trecho entre aspas (frase em destaque) é composto de orações coordenadas entre si: uma é assindética e a outra é sindética adversativa.