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Língua Portuguesa Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc) QUADRIX · CRP 12 (SC) · 2018

Os exames não indicam nenhuma causa orgânica, mas os sintomas estão lá e, por mais que o médico tente combatê-los, eles retornam, principalmente em situações de tensão. Emoções como estresse, tristeza, decepção e frustração podem se converter em enxaquecas, gastrite, doenças de pele e, em casos mais graves, até mesmo servir de gatilho para doenças autoimunes.

O estresse é considerado como o principal causador das doenças emocionais. Uma situação de tensão ou risco produz no organismo uma série de reações: o corpo libera adrenalina, aumenta a glicose e concentra energia nos músculos e órgãos vitais, como cérebro e coração. A respiração se acelera para oxigenar os pulmões, a frequência cardíaca aumenta, a pupila dilata. Tudo isso para que a pessoa possa reagir rapidamente. Embora seja um processo natural, a defesa constante do organismo pode ocasionar problemas. Isso significa que as angústias produzidas diariamente pelo fim do prazo para entregar um trabalho, pelos problemas de relacionamento em casa ou pelo trânsito que não flui acabam tendo impacto na saúde.

Com a estimulação constante para o enfrentamento das tensões do dia a dia, o corpo produz grandes quantidades de cortisol, que circulam no sistema nervoso e afetam o sistema imunológico, sendo capazes de destruir células de defesa do organismo e com isso deixar as pessoas mais propensas a doenças e infecções. “Cada pessoa tem um ponto fraco, a que chamamos de órgão-alvo. Em alguns, o estresse emocional ataca o sistema gástrico. Outros apresentam dor de cabeça, mas a dor não tem origem neurológica, é puramente tensional. Há casos até em que a pessoa desenvolve asma”, explica um psiquiatra do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Nesses casos, mais do que tratar o sintoma, é preciso buscar a causa. “Muitas vezes os exames desses pacientes não acusam nada de errado, por isso é importante que a equipe médica trabalhe unida, o clínico tem de saber quando encaminhar esse paciente para terapia”, diz uma psicóloga clínica do mesmo hospital. Ela ressalta, entretanto, que, assim como a somatização é um processo lento, seu tratamento também é demorado. “A terapia vai trabalhar o comportamento da pessoa e isso exige dedicação”, afirma.

Embora não exista um padrão entre os pacientes que somatizam, sabe-se que a personalidade pode influenciar o surgimento de doenças. Pessoas pouco flexíveis, que se frustram com facilidade e se cobram demais tendem a somatizar mais. “Estudos mostram que os latinos costumam ter maior propensão à somatização, talvez pela maneira como expressam e lidam com seus sentimentos”, afirma o mesmo psiquiatra. Acredita-se também que as mulheres sejam mais suscetíveis a tal processo.

Sabe-se, ainda, que algumas doenças como lúpus, artrite, fibromialgia e vitiligo têm relação com as emoções. “Sabemos que pacientes com lúpus ou artrite frequentemente apresentam também depressão, mas o que não sabemos ao certo ainda é o que é causa e o que é consequência, ou seja, se a depressão leva a uma dessas doenças autoimunes ou se a ocorrência dessas doenças é que deixa o paciente deprimido”, afirma o médico.

Internet: <www.gazetadopovo.com.br> (com alterações).

No que se refere a aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item.

A vírgula empregada após “adrenalina” separa orações que se coordenam em enumeração.

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