Texto para a questão.
No fim da Idade Média, uma pandemia matou dezenas de milhões de pessoas. A doença da vez era a peste bubônica, uma febre infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis e transmitida de roedores para humanos pela picada de pulgas infectadas. Foi um estrago e tanto: dizimou de 30% a 50% da população da Eurásia.
Nessa história, os protagonistas não são só os infectados e os médicos da peste, com suas máscaras de bico longo. É também a seleção natural. Um novo estudo afirma que algumas variantes genéticas tornaram as pessoas mais resistentes à peste — e, por isso, foram transmitidas às gerações seguintes. Mas isso veio com um preço.
Pessoas que herdam tais variantes genéticas teriam um risco maior de sofrer com doenças autoimunes — aquelas em que o sistema imunológico não funciona como esperado e ataca o próprio organismo do qual faz parte. Esta é a hipótese de um estudo recém-publicado na revista Nature.
Luisa Costa. Como a peste bubônica pode influenciar na saúde dos europeus hoje. In: Revista Superinteressante, 24 out. 2022 (com adaptações).
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