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Língua Portuguesa Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) Cebraspe · SESI SP · 2023
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Texto 11A2

Se a origem da linguagem é atravessada por grandes mistérios e ainda está longe de uma convincente abordagem científica (se é que ela será possível um dia, considerando-se a inexistência absoluta de dados), as coisas não são mais fáceis na abordagem de outras faces da linguagem verbal.

Uma observação fria da realidade deixa claro quão difícil é analisar cientificamente qualquer uma das muitas manifestações históricas da linguagem verbal — as diferentes línguas das sociedades humanas. Os linguistas, que são os estudiosos que se dedicam profissionalmente a essa tarefa, sabem disso muito bem porque se deparam continuamente com as inesgotáveis complexidades estruturais e funcionais das línguas.

Para se ter uma ideia dessa complexidade, basta lembrar que qualquer língua é uma realidade estrutural infinita. O número de sons da fala de que se serve uma língua é finito (em torno de três dezenas). O número de suas palavras (ainda que imenso) é finito (calcula-se que uma língua como o português tenha algo em torno de meio milhão de palavras). O número de regras com as quais organizamos os enunciados é também finito (embora não tenhamos ainda ideia clara de sua quantidade).

Apesar disso tudo, o número de enunciados possíveis em uma língua qualquer é infinito, ou seja, a língua é uma organização tal que nos permite fazer uso infinito de meios finitos.

Diante desse quadro, poderíamos supor que, sendo finitos os meios estruturais, bastaria que eles fossem descritos para alcançarmos uma apresentação científica completa de uma língua. No entanto, as coisas não são tão simples assim. Primeiro, porque a língua não se esgota em sua estrutura. Para analisá-la adequadamente, temos de considerar também seu funcionamento social.

Segundo, porque nenhuma língua é uma estrutura homogênea e uniforme. Qualquer língua se multiplica a tal ponto em inúmeras variedades, que muitos chegam a dizer que atrás de um nome — português, por exemplo — se escondem, de fato, muitas “línguas”. Qualquer língua é sempre, portanto, uma realidade plural e heterogênea.

Carlos Alberto Faraco. Linguagem escrita e alfabetização. São Paulo: Contexto, 2012 (com adaptações).

Em relação à sintaxe de regência verbal do texto 11A2, assinale a opção correta.

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